O mês de janeiro trouxe sinais relevantes para quem acompanha a economia e planeja seus investimentos. O cenário externo segue marcado por cautela nas grandes economias, enquanto no Brasil a inflação permanece sob controle e a taxa básica de juros continua elevada, criando oportunidades especialmente na renda fixa e na organização financeira para diferentes horizontes de tempo.
Destaques do começo de 2026
Durante o primeiro mês de 2026, bancos centrais das principais economias do mundo mantiveram uma postura prudente, o IPCA brasileiro fechou 2025 dentro da meta, a Selic seguiu em patamar elevado com expectativa de cortes a partir de março e o mercado acionário brasileiro iniciou o ano com uma valorização histórica. Ao mesmo tempo, os investimentos atrelados ao CDI continuaram protegendo o poder de compra, reforçando a importância de uma estratégia diversificada.
Cenário internacional: cautela na política monetária
Nos Estados Unidos, o Federal Reserve manteve a taxa de juros no intervalo de 3,50% a 3,75%, interrompendo o ciclo de cortes iniciado no fim de 2025. A decisão reflete uma economia ainda resiliente, com mercado de trabalho relativamente estável e inflação acima do objetivo de longo prazo. Na Europa, o Banco Central Europeu também manteve uma abordagem dependente dos dados, com projeções de crescimento moderado para a zona do euro em 2026 e inflação convergindo gradualmente para a meta. A China, por sua vez, deixou as taxas inalteradas pela oitava vez consecutiva, em meio a sinais de desaceleração da atividade econômica e fragilidade no consumo.
Esse ambiente global influencia diretamente os mercados emergentes, incluindo o Brasil, ao alterar o fluxo de capitais, o comportamento do dólar e o apetite por risco dos investidores.
Impactos no Brasil e expectativas para a Selic
Com os juros norte-americanos estabilizados, parte do capital global voltou a buscar mercados emergentes. Esse movimento favoreceu a bolsa brasileira, contribuiu para a valorização do real frente ao dólar e ajudou a aliviar pressões inflacionárias vindas dos produtos importados. Economistas avaliam que esse contexto abre espaço para o início de um ciclo de cortes da taxa Selic, hoje em 15% ao ano, possivelmente já a partir de março, o que poderia estimular a atividade econômica ao longo de 2026.
Inflação segue dentro da meta
A inflação no Brasil, medida pelo IPCA, acumulou alta de 4,26% em 2025, permanecendo dentro do intervalo de tolerância definido pelo Conselho Monetário Nacional. Apesar da aceleração no último mês do ano, o Banco Central mantém a política monetária restritiva para garantir a convergência da inflação para o centro da meta ao longo do tempo. Alimentação e transportes foram os grupos que mais pressionaram os preços, enquanto comunicação apresentou recuo.
Selic em 15% e os reflexos para os investimentos
Na reunião de janeiro, o Copom decidiu manter a taxa básica de juros em 15% ao ano, sinalizando cautela diante das incertezas inflacionárias. As projeções indicam que, se o cenário evoluir conforme esperado, a Selic pode encerrar 2026 em torno de 12,25%, refletindo um processo gradual de flexibilização. Enquanto isso, os juros elevados tornam os investimentos de renda fixa especialmente atrativos para quem busca previsibilidade e preservação de patrimônio.
Mercado acionário começa 2026 em forte alta
O Ibovespa encerrou janeiro com valorização de 12,56%, seu melhor desempenho mensal desde 2006, impulsionado pela expectativa de cortes na Selic, pela perspectiva de juros menores nos Estados Unidos e pela entrada de capital estrangeiro. Nos últimos doze meses, o índice acumulou alta superior a 43%, enquanto o dólar apresentou queda próxima de 10%. Esse desempenho reforça o apetite dos investidores por ativos brasileiros em um contexto internacional mais incerto.
Indicadores mostram ganhos reais ao investidor
Com a inflação em 4,26%, aplicações atreladas ao CDI e até mesmo a poupança conseguiram preservar o poder de compra e gerar retorno real. O cenário reforça a relevância de uma carteira diversificada, combinando renda fixa, renda variável e produtos voltados ao longo prazo, de acordo com o perfil de cada investidor.
Onde investir neste cenário econômico
Com juros elevados no presente e expectativa de queda gradual no futuro, a estratégia passa por equilibrar liquidez, segurança e formação de patrimônio. Para a reserva de emergência, o RDC pós-fixado, a aplicação programada e a poupança seguem indicados pela estabilidade e facilidade de resgate. Na formação de carteira, ganham espaço os produtos atrelados ao CDI e à inflação, como RDC IPCA+ e LCI pós-fixadas. Já no horizonte de longo prazo, alternativas como previdência privada e cotas da cooperativa contribuem para o planejamento financeiro e sucessório.
Os investimentos realizados nas Cooperativas Ailos contam com a proteção do FGCoop, o que amplia a segurança para o cooperado.
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