• 9 de agosto de 2022
  • 12 minutos

Tarifas Bancárias: o que é, quais são e como reduzir

12 minutos
Foto: Unsplash | Tarifas bancárias: como funcionam
Foto: Unsplash | Tarifas bancárias: como funcionam

 

Apenas no ano de 2019, segundo o UOL, instituições financeiras cobraram mais de R$ 24 bilhões em tarifas bancárias. Um número extremamente alto! 

É compreensível porque essas taxas ainda são um grande mistério para muitos clientes de bancos tradicionais.

Alguns se sentem desconfortáveis quando olham para o extrato bancário e notam débitos inexplicados, correspondentes a essas taxas que eles não fazem ideia para que servem. 

Outros, ficam frustrados ao perceber que, todos os meses, parte do seu dinheiro vai para o “ralo” com encargos desnecessários. 

Você se identificou com alguma dessas situações? Não se preocupe! Saiba que é totalmente possível entender as tarifas bancárias e descobrir como diminuir seu valor. 

Foi pensando em te ajudar que nós, da equipe Ailos, desenvolvemos este artigo completo, com pontos como:

  • Quais são as principais tarifas?
  • Quando os bancos podem cobrá-las?
  • Quais delas os bancos não podem cobrar? 
  • E como reduzir seus preços? 

Com essas respostas em mãos, será possível identificar quais taxas são abusivas e economizar dinheiro com elas, guardando o mesmo valor todos os meses na sua poupança. 

Se quiser ficar por dentro do assunto, basta continuar a leitura. Ao final, você entenderá tudo sobre tarifas bancárias e quando elas podem ser evitadas. Confira!

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O que são tarifas bancárias?

As tarifas bancárias são aqueles valores descontados todos os meses quando você analisa seu extrato bancário.

Eles correspondem às taxas de manutenção da sua conta, que podem incluir TED, DOC, emissão de extratos, folhas de cheque e muito mais. 

Todos os serviços oferecidos pelo banco podem ser incluídos nas tarifas, conforme o combinado e assinado em contrato no momento de abertura da sua conta. 

É importante entender que, diferentemente do que muitos pensam, tarifa e taxa bancária não correspondem à mesma modalidade de cobrança. 

A primeira se relaciona a todos os serviços cobrados à parte, oferecidos pelo banco. A segunda, por sua vez, corresponde ao valor obrigatório que os bancos cobram caso você atrase o pagamento — como os juros, por exemplo. 

Vale lembrar também que o banco só pode cobrar qualquer valor do cliente caso ele tenha sido informado a respeito do serviço a ser incluído. É impossível cobrar do cliente algo que ele não tem consciência. 

Quando os bancos podem aumentar as tarifas bancárias?

Quando os bancos podem aumentar as tarifas

Foto: Unsplash | Quando os bancos podem aumentar as tarifas? 

Os bancos podem aumentar as tarifas bancárias todos os anos, conforme cada demonstração do resultado do exercício, se preciso for. 

Nesse sentido, os meses entre Janeiro e Março são os mais escolhidos para anunciar e estabelecer os reajustes de valores ao cliente final. 

É importante lembrar, porém, que é impossível (e até mesmo ilegal) aumentar preços sem avisar ao cliente, sem deixá-lo totalmente ciente, através de posts em redes sociais ou contato direto. 

Assim, pacotes de serviços, como saques, transferências e impressões de extratos podem ter valores reajustados, sempre aumentando conforme o contexto financeiro local ou nacional. 

Nestes casos, é interessante observar quais serviços você realmente usa, e garantir que eles não estejam sendo cobrados a mais no seu plano todos os meses. 

Basta conferir o seu extrato bancário e identificar quais possíveis valores estão sendo cobrados. Se identificar algo incomum, converse com o seu gerente de conta e peça que ele reveja e explique a cobrança. 

Quais as tarifas bancárias mais conhecidas?

Nada melhor do que a sensação de entender pelo que você está pagando, e analisar se isso é justo, ou não. 

Para te ajudar nessa jornada, a equipe Ailos separou quais são as tarifas mais conhecidas, que você pode identificar na sua conta ou no seu dia a dia. 

Transferências

Quando você transfere dinheiro entre contas de bancos diferentes, é provável que a tarifa seja maior. Por isso, você precisa ficar atento se a transferência é realmente necessária. 

Se sim, saiba que, ao final do mês, aquele valor será debitado da sua conta. Caso contrário, busque outras alternativas, como o PIX, que é instantâneo e gratuito. 

Mesmo as transferências entre contas do mesmo banco podem ser debitadas, especialmente se o valor transferido ultrapassar o limite estabelecido em contrato. 

Cheques

A emissão de cada folha de cheque é cobrada por alguns bancos e, por isso, pode ser pouco viável para o consumidor, já que existem outras formas de pagamento interessantes. 

O ideal é que você, cliente, se certifique de qual é o valor cobrado pela emissão dos talões antes de solicitá-los. Assim, você pode tomar decisões conscientes e calculadas, sem ser “enganado”. 

Geração de cartão

Se você precisar emitir uma segunda via do seu cartão de crédito ou débito, ela provavelmente será cobrada! 

Assim, evite ao máximo perder o seu cartão de crédito ou descuidar, de modo que ele arranhe e pare de funcionar. Senão, será necessário pagar uma nova tarifa ao banco, caso você deseje recuperá-lo. 

Saques

Sacar dinheiro também corresponde a outra tarifa cobrada. Se o seu pacote com o banco inclui 5 saques mensais de até X reais, se você ultrapassar este valor ou esta quantidade terá que pagar. 

Ainda, outras instituições financeiras também cobram valores diferentes para cada agência ou localização de saque. 

Isso significa que, dependendo do caso, os caixas 24h e os caixas eletrônicos das agências físicas podem ter valores diferenciados, conforme suas localizações e especificidades. 

Impressão de extratos

Por fim, outra tarifa muito comum a ser cobrada pelos bancos é a impressão de extratos. Se você é obcecado por conferir quais os últimos lançamentos da sua conta, pode pagar mais por isso. 

Aquele procedimento tradicional de, todos os finais de semana, ir até uma agência do seu banco na sua cidade e emitir um extrato só para conferir as últimas movimentações, pode não ser vantajosa. 

O mais inteligente a fazer é contar com os extratos bancários digitais, que você acessa em menos de 5 minutos e não precisa pagar nada. 

Além de ser bom para o seu bolso, também é saudável para o meio ambiente, economizando papel e tinta. 

O que o banco não pode cobrar?

Foto: Unsplash | Tarifas bancárias que o banco não pode cobrar

O banco não pode cobrar pelos serviços considerados essenciais, regulamentados pelo Banco Central do Brasil (BC), como:

  • compensação de cheques;
  • fornecimento de cartão de débito;
  • 4 saques mensais;
  • 2 extratos;
  • 2 transferências com valor limite entre contas do mesmo banco;
  • acesso ao internet banking e outros.

Esses itens são considerados básicos e não podem ser cobrados separadamente pelo banco. 

Caso isso aconteça, porém, os clientes podem ir atrás dos seus direitos e denunciar o banco a órgãos como Federação Brasileira de Bancos (Febraban). 

Uma ação inteligente a se fazer antes de abrir uma conta em banco, ou mesmo após aberta, é comparar os valores que outras instituições cobram. 

Basta fazer uma busca na internet e identificar os valores que outros bancos têm cobrado de seus clientes sobre serviços simples, que sofrem tarifação. 

A prática de cobrar por serviços que são direito do consumidor se tornou tão comum nessas organizações que já existem diversas reclamações de clientes online. 

O portal JusBrasil, por meio do advogado Fabio Fettuccia Cardoso, divulgou que o “Banco Central recebeu 7.046 reclamações por cobranças irregulares de tarifas”. Isso apenas em meados de 2020! 

Por isso, agora que você já sabe dessas informações, sempre se lembre que, segundo o Conselho Monetário Nacional (CMN), você, como cliente, não tem a obrigação de pagar por serviços essenciais. 

Essa é uma responsabilidade do banco, que deve oferecê-los gratuitamente! Algumas tarifas bancárias que você não é obrigado a pagar, são: 

  • Abertura de crédito (TAC);
  • Segunda via de cartão sem que tenha sido solicitado;
  • Tarifa de Liquidação Antecipada;
  • Emissão de carnês e boletos (TEC);
  • Manutenção de conta salário;
  • Taxas de manutenção para contas inativas;
  • Taxa para atualização de cadastro.

Como diminuir as tarifas bancárias?

Saber exatamente quais tarifas bancárias você deve ou não pagar, está na hora de entender como diminuir o valor pago por aquelas que são indispensáveis. 

Existem boas alternativas para não pagar por serviços que você sempre usa, como é o caso dos extratos bancários, por exemplo. 

Como você já viu, é totalmente possível que, ao invés de imprimir nas agências físicas, você consulte seus extratos online e, se for preciso, tire um print para enviar ao seu parceiro de conta ou algum interessado de sua confiança. 

Mas, é verdade que, nem sempre, essa técnica será eficaz. Por isso, selecionamos ainda outras maneiras de reduzir o valor das tarifas bancárias que você precisa pagar. Confira!

Negociando

Sabe aquele ditado “quem tem boca vai a Roma”? Pois é, ele é totalmente verdadeiro também neste caso. 

Se você acha que uma taxa cobrada está alta demais, ou está pouco seguro de como o dinheiro está sendo utilizado, basta conversar com o gerente da sua conta. 

Negocie os valores! Peça sugestões e alternativas para os serviços que tem usado em demasia. 

Solicite novas considerações de preços e, caso exista a possibilidade, contrate pacotes de serviços, ao invés de consumir apenas os serviços únicos, que podem ser mais caros. 

Usando serviços online 

Modernize! Deixe de lado os serviços em papel, principalmente os extratos e as visitas à agência física e opte pela facilidade do online. 

As contas, boletos e carnês também não precisam mais ser impressos de modo físico. Você pode economizar tempo, dinheiro e ainda colaborar para o bem-estar ambiental apenas por escolher os serviços online. 

Caso hoje suas contas sejam enviadas pelo Correio ou sejam impressas mensalmente pela agência bancária, basta ligar lá e solicitar a troca de modalidade. 

Exija que a cobrança seja enviada automaticamente para o seu e-mail, para que você confira e, então, pague, ou imprima em sua casa, se preferir. 

O que você não deve aceitar é continuar pagando por um serviço que pode ser feito tranquilamente em poucos cliques! 

Reduzindo saques

Se você é daquelas pessoas que, quase todos os dias, está no banco sacando dinheiro, porque não mudar a sua atitude? 

Seria muito mais vantajoso esperar juntar uma quantia X para fazer o saque de uma vez só, sem precisar pagar por vários saques mensais. 

Faça uma autoanálise e identifique quais são as datas que você mais precisa do dinheiro em mãos: é todo dia 15, para pagar a conta de água? Ou ainda, todo dia 10, para pagar a academia? 

Feita essa rápida análise, escolha sacar dinheiro apenas em datas próximas a estes períodos. 

Assim, você economiza tempo, indo ao banco apenas uma vez, e também economiza dinheiro, pagando apenas uma tarifa de saque. 

Contas digitais

Ter acesso à sua conta na tela do seu celular é muito mais interessante do que ter que consultar a sua saúde financeira presencialmente em uma agência, não concorda? 

Nada melhor do que ter todas as facilidades das contas físicas na palma da sua mão por meio das contas digitais. 

Se puder escolher uma instituição para abrir sua conta, prefira fintechs ou bancos mais modernos, que cobrem poucas tarifas ou quase nenhuma. 

Assim, você pode também vincular as suas contas corrente e poupança e uni-las em um único modo de gerenciamento, sem precisar ter mais trabalho ao gerenciar seus ativos. 

Com essa movimentação constante, o banco passa a considerar a sua conta como ativa, recorrente, e quando você precisar, terá “moral” para solicitar outros serviços financeiros como empréstimos ou financiamentos. 

Como você pode perceber, só existem vantagens em utilizar contas digitais, negociar valores, usar os serviços online e reduzir a frequência dos saques de dinheiro.  

Como não pagar tarifas bancárias?

Foto: Unsplash | Como não pagar as tarifas bancárias

Se você não quiser pagar nenhuma tarifa bancária, o segredo está em cancelar os pacotes de serviço e manter apenas o pacote de serviços essenciais, conforme a resolução nº 3.919, do Banco Central. 

É nesta resolução que ficam claros todos os seus direitos a serviços bancários gratuitos, considerados essenciais: 

  • 1 cartão de débito;
  • 4 saques por mês;
  • 2 transferências para contas de mesmo banco;
  • 1 talão de cheque com 10 folhas;
  • 2 extratos;
  • compensação de cheques;
  • internet banking.

Para isso ser possível, porém, é importante que você vá até o banco e cancele quaisquer serviços que tenha contratado, solicitando apenas o pacote gratuito. 

É obrigação dos bancos oferecerem estes serviços, sem cobrar nada por eles. Afinal, esta é uma resolução do Banco Central, que deve ser respeitada. 

Se tiver maiores problemas durante o processo, é seu direito acionar o Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) ou diretamente no Banco Central. 

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Conclusão

Percebeu como as tarifas bancárias não precisam ser valores “perdidos” ou “desperdiçados” no seu extrato bancário? Você nem mesmo precisa pagar por elas, se o plano gratuito que citamos acima fizer sentido pra você. 

As tarifas bancárias devem ser cobradas de modo justo e cabível. Se você perceber qualquer irregularidade na execução e na utilização dos serviços tarifados, fique à vontade para conversar com o gerente da sua conta e tirar todas as suas dúvidas. 

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