13 tipos de cooperativas e seus objetivos

Conheça os 13 tipos de cooperativas, seus objetivos e características. Entenda como funcionam e qual modelo pode atender melhor às suas necessidades.
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    Se você começou a pesquisar sobre o cooperativismo, já deve ter percebido que existem diversos tipos de cooperativas. Talvez tenha se deparado com as mais famosas, que são as de crédito e as agropecuárias.  

    Mas além delas ainda existem outros 11 ramos do cooperativismo, desde educação até turismo — totalizando 13 tipos de cooperativas.  

    Segundo o Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2025, divulgado pelo Sistema OCB, o país reúne mais de 4,3 mil cooperativas e 25,8 milhões de cooperados. Esses números demonstram a força do cooperativismo e seu impacto no desenvolvimento econômico e social. 

    Neste artigo, você vai conhecer os 13 tipos de cooperativas, entender como cada um funciona e descobrir seus principais benefícios. 

    O que são cooperativas? 

    Uma cooperativa é uma organização formada por pessoas que se unem voluntariamente para atender necessidades econômicas, sociais ou culturais em comum que sejam de interesse da comunidade. 

    Diferentemente das empresas tradicionais, as cooperativas são administradas de forma democrática. Os cooperados participam das decisões e compartilham os resultados gerados pelo negócio. 

    Esse modelo fortalece a economia colaborativa, incentiva o desenvolvimento local e gera benefícios para toda a comunidade. 

    Quais são os 13 tipos de cooperativas? 

    Os 13 tipos de cooperativas reconhecidos no cooperativismo brasileiro são: 

    1. Cooperativas agropecuárias 
    2. Cooperativas de crédito 
    3. Cooperativas educacionais 
    4. Cooperativas especiais 
    5. Cooperativas habitacionais 
    6. Cooperativas minerais 
    7. Cooperativas de infraestrutura 
    8. Cooperativas de produção 
    9. Cooperativas de consumo 
    10. Cooperativas de trabalho 
    11. Cooperativas de saúde 
    12. Cooperativas de turismo e lazer 
    13. Cooperativas de transporte 

    Cada um desses ramos possui modelos de negócio e objetivos específicos, mas todos compartilham os mesmos princípios. 

    Entre esses princípios estão a gestão democrática, o desenvolvimento sustentável, a participação econômica dos cooperados e o compromisso com a comunidade. 

    1. Cooperativas agropecuárias

    Um dos ramos do cooperativismo que mais chama a atenção é o agropecuário. Essa modalidade tem como principal objetivo auxiliar os produtores rurais. Os cooperados recebem ajuda para diversas etapas do seu processo de produção — desde estratégias de cultivo e plantio até comercialização e exportação dos produtos.  

    As exportações ilustram bem o poder do coletivo: se um agricultor, sozinho, tentar exportar seus produtos, não terá sucesso. Mas quando isso é feito em grande escala, com a união entre todos os cooperados, se torna algo altamente viável.  

    É interessante que não apenas os produtores rurais se encaixam nessa modalidade — pescadores e pecuaristas também são beneficiados. 

    Produtores de café, por exemplo, se beneficiam diretamente desse modelo ao unir forças para negociar preços melhores e viabilizar a exportação em escala. Veja como o cooperativismo impulsiona a produção de café

    2. Cooperativas de crédito 

    As cooperativas de crédito estão entre os ramos mais conhecidos do cooperativismo. No Brasil, elas atuam desde o início do século XX. 

    Seus principais serviços e impactos positivos à sociedade são: 

    • abertura de poupança; 
    • realização de empréstimos e financiamentos a juros baixos; 
    • disponibilização de contas digitais e apps para pagamentos e acompanhamento financeiro; 
    • além de outros benefícios mais acessíveis do que aqueles oferecidos pelas instituições financeiras tradicionais. 

    Assim como outras instituições tradicionais, as cooperativas de crédito também são regulamentadas pelo Banco Central e pelo Sistema Financeiro Nacional (SFN).  

    Isso significa que elas são tão seguras e bem fiscalizadas quanto qualquer outra modalidade. O principal diferencial está na união de pessoas com objetivos em comum. Esse modelo ajuda a tornar os serviços financeiros mais acessíveis aos cooperados. 

    Neste contexto, o Sistema Ailos se destaca por oferecer taxas atrativas, gestão colaborativa transparente e contribuir para o desenvolvimento da comunidade. Vale a pena conhecer mais de perto!   

    3. Cooperativas educacionais 

    Essas cooperativas têm como objetivo ampliar o acesso à educação de qualidade. Para isso, reúnem professores, famílias e outros profissionais em torno de um propósito comum: oferecer um ensino mais acessível e colaborativo. 

    Com a participação dos cooperados nas instituições de ensino, é possível buscar preços mais justos para os alunos e valorizar o trabalho do corpo docente. 

    Assim como outras instituições de ensino, essas cooperativas são regulamentadas pelo Ministério da Educação (MEC). Além disso, contam com equipes multidisciplinares formadas por pedagogos e outros especialistas.  

    4. Cooperativas Especiais

    Esse ramo contempla mais um viés social indispensável, visando o atendimento a: 

    • pessoas com deficiência (PcD); 
    • pessoas que precisam de tutela de terceiros; 
    • dependentes químicos ou psíquicos; 
    • os ex-prisioneiros e detentos com penas alternativas. 

    Por ter atuação exclusivamente social, o objetivo é desenvolver a cidadania e a reabilitação social desses indivíduos para desfrutarem de mais oportunidades.  

    Algo interessante, que precisa ser ressaltado, é que as PcD que podem trabalhar livremente não se enquadram nesta modalidade de cooperativa.  

    Quem dita isso é a Lei 9.867/1999, além das documentações e atestados que comprovem a desvantagem social do indivíduo devido à sua deficiência.  

    5. Cooperativas habitacionais 

    Como o próprio nome sugere, elas visam facilitar o acesso às moradias e reduzir os custos de aquisição de novas casas e habitações. 

    Quem faz parte desses ramos? Alguns profissionais como:

    • técnicos e especialistas em construção civil;
    • pessoas bem dispostas que participam em mutirões de construção;
    • interessados que desejam contribuir no financiamento de recursos para a construção das casas.

    Assim, o trabalho de todos só termina, oficialmente, quando cada sócio tiver a sua própria habitação, conforme sua contribuição mensal.  

    6. Cooperativas minerais

    É fato que o trabalho de mineração não é algo simples. Há muita periculosidade e burocracia envolvidas no processo.  

    Por isso, o objetivo é unir esses profissionais mineradores e ajudá-los a viabilizar e regulamentar seu trabalho. Também oferecem apoio no dia a dia de trabalho, com serviços de alimentação, saúde e bem-estar e até mesmo educação.  

    Algumas das atividades prestadas pelas cooperativas são: 

    • pesquisa;
    • extração;
    • lavramento;
    • industrialização e comercialização;
    • importação e exportação de produtos e matérias primas.

    Todas essas etapas são aplicadas em produtos como:

    • água mineral;
    • cal e calcário;
    • cerâmica e revestimentos;
    • joias e pedras preciosas;
    • gessos e rochas;
    • mármores e granitos e muito mais. 

    7. Cooperativas de infraestrutura 

    As cooperativas de infraestrutura atuam em serviços essenciais para a população. Seu objetivo é contribuir para a qualidade de vida em áreas urbanas e rurais. 

    Um exemplo bastante conhecido é a eletrificação rural. Em locais remotos ou de difícil acesso, essas cooperativas ajudam a ampliar o acesso à energia elétrica quando o atendimento das concessionárias é limitado. 

    Ainda outros ramos de atuação das instituições de infraestrutura, são:

    • limpeza pública;
    • saneamento básico;
    • segurança e proteção urbana;
    • telefonia e comunicação;
    • mecanização e irrigação, e muito mais.

    8. Cooperativas de produção  

    Produzir bens de consumo é o principal objetivo das cooperativas de produção. Nelas, todos os associados participam da rotina produtiva, independente da área — desde o setor administrativo e organizacional, até o técnico e operacional.  

    Assim, mesmo aqueles que não colocam a “mão na massa” ao produzir podem ficar encarregados de industrializar, embalar e comercializar os produtos. É muito comum ver essa modalidade no ramo de produção de fogões, móveis de madeira e confecção de roupas e enxovais.  

    9. Cooperativas de consumo 

    O objetivo dos tipos de cooperativas de consumo é a compra e o abastecimento de bens de consumo diários. A logística é a seguinte:  

    • quanto mais pessoas se unem, maior a demanda por estes bens e menor o preço de aquisição; 
    • assim, é possível comprar itens com desconto e gerar economia, especialmente para as classes mais baixas em termos de renda.  

    É possível comparar essa iniciativa com os supermercados comuns, com o grande diferencial dos preços mais baixos.  

    Ainda, existe também a questão da relevância do comprador, que não é “apenas mais um”, mas sim alguém que faz parte da liderança do negócio. 

    10. Cooperativas de trabalho 

    A união entre os diversos trabalhadores autônomos trouxe apenas bons resultados: as tão esperadas condições de trabalho adequadas foram conquistadas!  

    Para entender melhor, a proposta da cooperativa de trabalho é a seguinte: cada segmento de trabalhadores que prestam serviços cria sua própria iniciativa. O objetivo é trazer ainda mais benefícios aos profissionais da área e regularizar as vertentes de atuação da profissão.  

    Existem os mais diversos ramos, como: 

    • artesãos;
    • costureiras;
    • dentistas;
    • construtores civis;
    • catadores de materiais recicláveis;
    • faxineiros;
    • zeladores de prédios e condomínios;
    • escritores;
    • atores e muito mais! 

    E não se preocupe: a Lei nº 12.690/2012 prevê todas as ações e estabelece a necessidade de fiscalização. Então, é tudo devidamente regularizado! 

    11. Cooperativas de saúde 

    A promoção da saúde humana é o foco desses tipos de cooperativas. Os planos de saúde, as clínicas e as parcerias com hospitais são viabilizados por esse ramo do cooperativismo. 

    Assim, o acesso a atendimento de qualidade e a profissionais de alto nível é possibilitado. Essa é uma excelente alternativa para os caros e inacessíveis planos de saúde convencionais.  

    Segundo a OCB, já são mais de 27 milhões de brasileiros atendidos por esses planos de saúde, tanto em atendimento médico quanto odontológico.  

    12. Cooperativas de turismo e lazer 

    Serviços artísticos e turísticos de viés cultural e esportivo também são promovidos pelos ramos do cooperativismo.  

    Para isso, existem parcerias com hotéis, pousadas, agentes de viagens, guias turísticos e profissionais da área, que oferecem:

    • entretenimento;
    • iniciativas esportivas;
    • eventos artísticos e culturais;
    • viagens nacionais e internacionais e muito mais! 

    13. Cooperativas de transporte

    Por fim, temos a categoria de Transporte, que pode ser classificada na prestação de serviços de transporte de cargas e passageiros.  

    Entre as modalidades atendidas estão: 

    • táxi e moto táxi;
    • vans, ônibus e sistemas escolares;
    • caminhões, motos, furgões e relacionados.

    Todas as regras e fiscalizações são feitas pela Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT). 

    Conclusão 

    O movimento cooperativista está presente em diferentes áreas da sociedade. Por meio dos 13 tipos de cooperativas, cada ramo atende necessidades específicas e gera benefícios para pessoas, negócios e comunidades.  

    Apesar de atuarem em setores diferentes, todas têm algo em comum. A união de pessoas para alcançar objetivos compartilhados e promover o desenvolvimento coletivo. 

    Ao conhecer cada ramo, fica mais fácil compreender a relevância do cooperativismo e identificar quais soluções podem fazer sentido para a sua realidade. 

    Quer continuar aprendendo sobre cooperativismo, educação financeira e soluções financeiras colaborativas? Explore outros conteúdos do Blog Ailos e descubra como a cooperação pode transformar vidas. 

    Perguntas Frequentes

    Quantos tipos de cooperativa existem?

    Existem 13 tipos de cooperativas, cada uma destinada a atender uma necessidade específica da sociedade. O foco no coletivo e no viés socioeconômico sempre está presente! 

    Quais são os 13 ramos de cooperativa?

    Os 13 tipos de cooperativa são:

    1. agropecuária
    2. crédito;
    3. educacionais;
    4. especiais;
    5. habitacionais;
    6. minerais;
    7. infraestrutura;
    8. produção;
    9. consumo;
    10. trabalho;
    11. saúde;
    12. turismo e lazer;
    13. e transporte.

    Quantas cooperativas existem no mundo?

    Mais de 3 milhões de cooperativas. Elas somam mais de 1 bilhão de cooperados e mais de 280 milhões de empregos gerados. Os dados são da Aliança Cooperativa Internacional (ACI).

    Aila

    Aila é a autora virtual das Cooperativas Ailos, dedicada a criar conteúdos sobre educação financeira, cooperativismo e soluções que ajudam pessoas e empresas a tomar decisões mais conscientes e seguras.
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