• 10 de maio de 2023
  • 16 minutos

O que é inflação: guia completo sobre o termo com Ailos

16 minutos
O que é inflação

Todo brasileiro que lida com o equilíbrio da sua renda e o seu poder de consumo deve saber, ao menos basicamente, o que é inflação.

Mas você saberia dizer quais são as causas da inflação? Ou porque esse conceito econômico influencia tanto o seu bolso e o de bilhões de outras pessoas no mundo?

Neste post, nós vamos fundo na teoria e prática e te explicar para que serve a inflação, quais são os tipos de inflação e avaliar os impactos da flutuação desse índice no seu bolso. 

Acompanhe, a seguir!

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O que é inflação?

Inflação é o conceito econômico que concentra explicações em torno do aumento generalizado de preços. Com isso, é possível também representar o poder de compra, a valorização da moeda corrente e também o custo de vida em determinadas regiões.

E você que lida com o consumo de bens e serviços, no dia a dia, já deve ter percebido o impacto desse conceito — talvez, mesmo sem saber o que é inflação. Só de ir ao supermercado e se deparar com o aumento súbito de alguns produtos (ou o seu gradual aumento ao longo dos anos), essa é a inflação em ação diretamente no seu bolso.

Só que não é tudo: sua aplicação se estende a todo tipo de serviço ou produto, como:

  • aluguel de imóveis;
  • automóveis;
  • mensalidades (escola e faculdade, por exemplo);
  • matéria-prima para a confecção de produtos (aumentando o preço final para o consumidor).

Só que vale adiantar: a inflação, em si, não é necessariamente ruim. Isso porque, em teoria, o reajuste no salário mínimo serve para equilibrar a equação.  

Aí é que mora o problema, porque nem sempre essa proporção é ajustada de modo igualitário. Efeito proporcionado por uma série de motivos que afetam a inflação — como veremos adiante.

O que é inflação: como funciona a deflação?

Oferta e demanda: esse é um dos  mantras do capitalismo e que prega, basicamente, que os preços tendem a subir se a demanda é maior do que a oferta.

Só que existe a deflação que ocorre justamente em casos opostos: se a oferta de produtos e serviços é maior do que a demanda. 

Isso ocorre, também,  se existe menos dinheiro em circulação no mercado. Normalmente, é efeito de uma recessão ou grave crise econômica, que reprime o desejo (e o próprio poder) de consumo do brasileiro. Como resposta, tende a ocorrer uma diminuição de preços.

Quais são os principais tipos de inflação?

Aprender o que é inflação pode ser algo desafiador por conta da quantidade de termos. Acontece que, invariavelmente, quem lida com o equilíbrio das suas receitas e despesas já lida com esse conceito.

Então, ao aprender esses termos e aplicações de índices econômicos, é possível que tudo fique mais esclarecedor para você.

Que tal fazer um teste, então?

A seguir, vamos mostrar quais são os tipos de inflação e, assim, você pode entender melhor o impacto disso na sua vida e na de milhões de outras pessoas!

Quais são as causas da inflação?

inflação por estrutura

Inflação por estrutura, ou inflação estrutural, é aquela motivada pela deficiência da cadeia produtiva. Isso faz com que os custos de produção sejam maiores, com o tempo, afetando o bolso do consumidor final.

Quer um exemplo bem prático disso? É só lembrar como as greves de caminhoneiros afetam tanto os preços. E em pouquíssimo tempo.

Inflação por demanda

Aqui, a inflação é impactada pela importante lei econômica da oferta e demanda. O que não mencionamos, anteriormente, é que isso pode ocorrer por diversos fatores, como:

  • aumento salarial superior ao ganho de produtividade;
  • redução de impostos sobre o consumo;
  • mais acesso ao crédito para a população;
  • taxa de juros real negativa.

Inflação por custo

Inflação por custo — ou inflação de oferta — é impulsionada diretamente por quem produz os bens ou serviços. Em geral, esse aumento é motivado pela oscilação no preço de insumos, por exemplo. Ou mesmo fatores externos que impactam no valor final de produção.

Crises no setor energético, que altera as bandeiras tarifárias, são bons exemplos

Quais são as causas da inflação?

Acima, já apontamos os principais tipos de inflação e, com eles, avaliamos algumas hipóteses para impactá-la no dia a dia do brasileiro.

Mas sempre vale entender os motivos macro e micro em torno da oscilação de preços. E vamos falar sobre os principais deles logo abaixo, confira!

Conflitos políticos

Sanções, embates entre alas partidárias, guerras — internas ou internacionais… A lista de conflitos políticos que afetam a inflação é extensa.

Mas esses motivos são facilmente compreensíveis por impactar tanto a inflação. Por exemplo: o conflito entre Rússia e Ucrânia afeta outras nações que importam e/ou exportam a esses países. Isso tudo pode criar pequenos núcleos (ou imensos) de crise, oscilando uma série de índices econômicos. A inflação entre eles.

Desequilíbrios entre demanda e oferta

Como apontamos anteriormente, esse desequilíbrio entre a oferta e a demanda pode disparar a inflação. Ou, ainda, gerar a também citada deflação.

E, essencialmente, essa é a causa mais simples para entender o que é inflação. Digamos, por exemplo, que a procura por álcool gel tenha sido maior do que a oferta do mercado (a sua capacidade de produzir e de disponibilizar o produto).

Com a falta do produto nas prateleiras, o mercado aumenta os preços para equilibrar a disponibilidade com a demanda. A necessidade, em outras palavras, vai ditar o preço.

É só pensar no que muita gente pagaria (e paga) por uma garrafa d’água em locais com baixíssima infraestrutura e altíssimas temperaturas.

Diminuição de produção

Imagine, por exemplo, que o aumento da bandeira tarifária encareceu as despesas com energia elétrica. Assim, determinadas indústrias podem avaliar que é hora de reajustar o preço dos seus produtos para o consumidor final. E, com isso, equilibrar as contas.

O mesmo pode acontecer se a matéria-prima usada para a confecção dessas soluções encarecer subitamente. Até por isso, fatores assim são conhecidos como os causadores de uma “inflação de custos” ou, ainda, de “inflação da oferta”.

Inércia

Inércia inflacionária acontece por meio do ajuste de preços ligados a índices. Ou seja: a períodos anteriores, como pode acontecer com salários ou o aluguel de imóveis, 

Aumento da emissão de papel-moeda

Outro fator que ajuda a entender o que é a inflação — e, especialmente, o que a causa — é o aumento da emissão de papel-moeda.

E isso está diretamente ligado à questão da oferta e demanda. Não se pode, simplesmente, imprimir mais dinheiro e liquidar todas as dívidas de um país, por exemplo. O motivo para isso é simples: essa emissão “anormal” não está associada a nenhuma fonte nova de riqueza ou decorrente de um aumento de produção e consumo.

Há, portanto, mais dinheiro em circulação, mas sem explicação lógica e justificável para isso. E o resultado é o aumento da inflação porque há mais dinheiro em trânsito, pelo país, do que a sua oferta de produtos e serviços.

E, aí, os preços vão lá para as alturas.

Expectativa inflacionária

Expectativa inflacionária

Por fim, a expectativa de inflação. Ela tem tudo a ver com projeções mercadológicas. Assim, qualquer projeção (ainda que não confirmada) pode motivar o aumento prévio de preços.

É, então, um fator puramente comportamental e baseado nas decisões que regem  o mercado em geral.

Quais as principais consequências da inflação?

Engraçado que, para muitos brasileiros, as consequências das inflação são mais conhecidas do que o conceito de inflação em si.

Mas tem uma explicação simples: a mídia, em geral, já supõe que você sabe o que é inflação. E, no dia a dia, suas consequências são a verdadeira notícia, então simplesmente pegamos carona nas manchetes sem contexto sobre o que originou tais consequências.

Por sua vez, se você chegou até aqui, já sabe o que é inflação e quais são as suas causas. Naturalmente, temos que falar sobre as suas consequências na vida das pessoas. Confira, abaixo:

A inflação gera um efeito cascata na economia, com diversas implicações para além do campo econômico, como nas áreas política e social. São consequências dela:

  • redução do poder econômico da população em geral;
  • menos poder de compra;
  • aumento no preço dos produtos em geral;
  • menor oferta de empregos;
  • níveis de pobreza elevados;
  • maior taxas de juros;
  • enfraquecimento dos investimentos internacionais;
  • menos qualidade de vida para as pessoas;
  • menor concentração de renda.

Ou seja: o aumento desenfreado da inflação é uma verdadeira bomba econômica com o poder de arrasar tudo pela frente — consumidores e produtores.

Quais são os índices de inflação no Brasil?

Existem diferentes índices econômicos que servem de base para o cálculo da inflação. Ou seja: saber se ela está oscilando naturalmente ou em decorrência de algum desequilíbrio.

E, como vimos acima, existem causas diversas para proporcionar isso.

Então, vale a pena conhecer os índices de inflação no Brasil para que você saiba, exatamente, o impacto e a relevância de cada um deles na sustentabilidade da economia.

IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado)

O IGP-M (sigla para o Índice Geral de Preços do Mercado) é monitorado de perto pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) e é o indicador que afeta muitas despesas do dia a dia, como o valor do aluguel e as contas de luz e água, entre outras.

Inflação por demanda

Isso acontece a partir da análise da movimentação de preços do mercado. Assim, é possível destacar como anda a atividade econômica do país. E, eventualmente, os números podem sugerir reajustes em tarifas no geral para buscar um equilíbrio nas finanças do setor de prestação de serviços.

IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo)

Por sua vez, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) é medido para acompanhar o valor de uma moeda ao longo do tempo.

Com isso, dá para saber, por exemplo, se houve desvalorização do real ou, por outro lado, se ele valorizou durante o período de análise.

O IPCA é atualizado mensalmente, e monitorado entre o primeiro e o último dia do mês.

INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor)

Também podemos destacar o INPC — o Índice Nacional de Preços ao Consumidor. Nele, calcula-se a variação de preços que impactam o bolso de famílias com renda de até cinco salários mínimos. Afinal, trata-se de uma parcela da sociedade que sente com mais intensidade essa movimentação de preços de produtos e serviços.

Até por isso, o INPC é uma espécie de bússola para as discussões em torno dos reajustes do salário mínimo.

INCC (Índice Nacional de Custo de Construção)

Um pouco mais específico, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) tem como principal objetivo o acompanhamento dos preços de materiais, serviços e mão-de-obra. Tudo aqui, portanto, que se destina à construção de imóveis no país.

E, sem dúvidas, é algo que se percebe com o aumento da inflação — como a interrupção de obras.

Como é calculada a inflação?

Como vimos, ao longo do artigo, a inflação é um fenômeno até que natural dentro das estruturas econômicas. Acontece que o seu desequilíbrio pode causar efeitos extremos (como o aumento desenfreado ou a deflação). 

A questão que vamos discutir, neste tópico, é: então, como é calculada a inflação?

E se você acompanhou o tópico anterior, deve ter percebido que mais de um índice econômico é usado para a composição da inflação.

O principal deles, contudo, é o IPCA, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo. É por meio dele que se avalia a mudança de preços em amplo espectro, impactando a vida daqueles que recebem entre um e 40 salários mínimos.

Nisso, ainda são levados em consideração fatores múltiplos o mercado, como produtos de:

  • alimentação;
  • saúde;
  • transporte;
  • educação;
  • habitação;
  • vestuário;
  • transporte;
  • comunicação.

Além das despesas pessoais que compõem, essencialmente, o custo médio e mensal do brasileiro. Essa lista, inclusive, é pautada por pesquisas realizadas com a própria população, visando uma análise mais precisa a respeito dessa cesta de produtos de consumo.

Um exemplo simples: na composição, o arroz tende a ter um peso maior no cálculo do IPCA porque é um alimento mais consumido do que o macarrão — que tem peso menor nessa conta.

inflação por estrutura

Outro relatório é elaborado após a composição citada anteriormente. Nele, são somados os preços de setores específicos, como o elétrico, o de habitação e o de alimentação. A variação é calculada, então, de acordo com o peso de cada um desses segmentos e complementada pelos outros índices que mencionamos no tópico acima.

Como manter suas finanças seguras durante a inflação?

Quer se proteger da inflação? Então, você deve prevenir-se para que o seu dinheiro não seja (muito) afetado por esses momentos de instabilidade econômica.

E existem múltiplas oportunidades para assegurar o valor do seu patrimônio e agregar uma preparação assertiva para os momentos de crise. Confira!

Tenha uma reserva de emergência

Com mais controle financeiro pessoal, você consegue poupar um dinheiro (por menor que seja a quantia) para constituir uma reserva de emergência.

E para que ela serve?

Imagine que você tem um imprevisto, como emergências médicas, o conserto do veículo ou mesmo alguns meses de desemprego. Para esses casos, você usa a reserva sem que isso afete o equilíbrio da sua renda mensal e das suas despesas do mesmo período.

Uma boa dica para começar, então, é avaliando todos os seus gastos mensais. E tudo o que você conseguir poupar pode ser destinado à composição da reserva de emergência.

E caso ainda não saiba quanto poupar, aí vai uma dica: tente juntar o suficiente para cobrir, pelo menos, três meses de despesas. Assim, você tem tempo de sobra para se reorganizar financeiramente à medida que tiver a necessidade de uso dessa reserva.

Opte por investimentos seguros

Investimentos são excelentes maneiras de fazer o seu patrimônio render um dinheirinho mensalmente. Mas existem, como você deve saber, opções mais seguras e estáveis e, outras, mais arriscadas — como as ações.

Mas a verdade é que existem opções variadas para começar a investir. Inclusive, opções de renda fixa (consideradas mais seguras), como o CDB e o Tesouro Direto. E sabe do melhor? Quando a inflação está alta, esses produtos costumam render mais dinheiro porque os seus rendimentos estão atrelados a índices que contribuem com o aumento da inflação.

Por isso, vale a pena considerar seus primeiros passos em investimentos, desde que estejam alinhados ao seu perfil, objetivos e necessidades.

Quais são os investimentos mais adequados durante a inflação?

Sentiu falta de um direcionamento sobre os investimentos mais adequados durante a alta da inflação? Então, confira a seguir como usar os seus conhecimentos para investir com mais assertividade!

Tesouro IPCA

O Tesouro Direto é um dos investimentos mais seguros do país — e ainda rende mais do que a poupança. Isso porque, a solução consiste em um dinheiro protegido pelo FGC (o Fundo Garantidor de Crédito).

E o que isso significa? Que suas aplicações de até R$ 150 mil estão protegidas em casos graves em que a instituição financeira responsável pelo seu Tesouro Direto entra em falência.

Também, quando falamos sobre o que é inflação, anteriormente, destacamos a importância do IPCA, lembra-se? E esse é um índice que valoriza ainda mais os seus investimentos se a inflação disparar. Então, nesses momentos de incerteza e instabilidade econômica, ao menos o seu dinheiro investido pode render um dinheirinho a mais.

Títulos privados

Títulos privados de renda fixa são ativos disponíveis para empresas que não estão no mercado financeiro, mas desejam obter crédito e, assim, realizarem algo (como uma fusão, expansão, reforma etc.). E você, como investidor que contribui com esses projetos, recebe os juros do banco como rendimento.

Alguns exemplos de títulos privados de renda fixa:

  • FIDC;
  • CRI;
  • CRA;
  • debêntures.

Fundos de inflação e imobiliários

Fundos de inflação (ou IMA-B) são compostos por títulos públicos que têm o IPCA como indexador. Assim, você pode manter o seu dinheiro bem guardadinho em uma opção de médio prazo (cujos títulos têm vencimentos em até cinco anos ou mais) e que vai render mais, mensalmente, quando a inflação estiver alta.

O mesmo pode valer para os fundos imobiliários (FIIs). Mas, neles, atenção: são títulos de renda variável, assim como as ações. Dessa maneira, em um cenário de crise econômica, seus investimentos vão oscilar junto com a perceção do mercado imobiliário.

Por que é importante falar sobre educação financeira? Conheça a Ailos!

Com educação financeira, você consegue traçar metas que não vão afetar a sua renda mensal. E mais: você começa a compreender, ativamente, a importância de poupar e gastar somente o necessário para alcançar essas metas, seja em curto, médio ou longo prazo.

Por exemplo: ao lermos o que é inflação, neste texto, deve ter dado para perceber que seu dinheiro parado na conta bancária não está necessariamente seguro, certo?

Porque ele pode desvalorizar, com o tempo, já que a inflação afeta diretamente o poder de compra de toda uma nação — do mundo inteiro, na verdade.

E esse conhecimento é indispensável para que você tome decisões alinhadas ao seu perfil e, ainda, consiga proteger o seu patrimônio das oscilações do mercado.

Nós podemos te ajudar com isso, inclusive: clique aqui e fique por dentro de todos os nossos artigos relacionados à educação financeira!

Conclusão

E aí, conseguiu entender o que é inflação e qual é a sua importância na economia global? A gente espera que este post tenha sido esclarecedor e que inspire boas decisões financeiras.

Dessa maneira, nenhuma crise econômica pode abalar o seu patrimônio e o cumprimento de suas obrigações mensais. Conte conosco para auxiliar nessa jornada de descoberta em educação financeira!

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