• 4 de agosto de 2022
  • 10 minutos

Controle Financeiro Pessoal: o que é, importância e como fazer

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Você sabia que 45% dos brasileiros não faz nada para ter um controle financeiro pessoal?

E se você chegou até este artigo, talvez você esteja dentro dessa estatística que só tem a prejudicar sua educação financeira — e orçamento, consequentemente.

Ou, talvez, você só esteja à procura de novas maneiras para aprender como controlar os gastos?

Independentemente do motivo que trouxe você até aqui, acompanhe-nos ao longo deste completo guia sobre o que é controle financeiro pessoal e como planejar os gastos do mês!

Assim, podemos explorar o assunto sob diferentes aspectos e reforçar toda a importância de iniciar um plano de controle financeiro pessoal. 

Boa leitura!

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O que é controle financeiro pessoal?

Uma explicação simples de explicar o que é controle financeiro pessoal: você sabe, exatamente, para onde vai cada centavo do seu salário, ao longo do mês?

Se a sua resposta foi “não” ou “talvez”, você não está fazendo um bom controle financeiro pessoal. Afinal, o conceito dessa prática está atrelado ao cuidado em registrar todas as entradas e saídas do seu capital.

Mas vai um pouco além disso, também. Isso porque, você deve ter devidamente calculado o valor total da sua renda e de despesas — as fixas e variáveis, que falaremos adiante. 

Qual a importância do controle financeiro pessoal?

Resumidamente: o controle financeiro pode ser compreendido como uma boa prática da educação financeira. Pois, nesse sentido, você consegue:

  • planejar os gastos do mês;
  • priorizar o pagamento de eventuais dívidas sem prejudicar as despesas mensais;
  • evitar gastos desnecessários e supérfluos;
  • desenvolver metas financeiras;
  • aumentar, continuamente, o seu patrimônio financeiro;
  • alcançar a independência financeira.
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E sabe qual é a grande lição que tiramos disso? Você pode transformar a sua realidade e fugir da triste estatística nacional de que 70,9% das famílias brasileiras encerraram o ano de 2021 endividadas.

Portanto, saber como fazer controle financeiro pessoal pode espantar as dívidas, a inadimplência e transformar a sua relação com as finanças.

Quais conceitos do controle financeiro?

Agora que já sabemos o básico — compreender o que é controle financeiro pessoal —, hora de analisar os conceitos por trás dessa prática.

Confira, abaixo, quais são os termos que mais falaremos ao longo deste artigo!

Despesas

Podemos definir as despesas como tudo aquilo que “sai do seu bolso”. Em seu best-seller Pai Rico, Pai Pobre, o autor Robert Kiyosaki também chama isso de passivo.

E é a mesma coisa: despesas são os custos que você tem periodicamente ou de maneira esporádica.

Por exemplo: o aluguel de um imóvel é uma despesa. A mensalidade escolar dos filhos, também. E são despesas fixas, porque elas ocorrem mensalmente, e no mesmo valor — aproximadamente.

Enquanto isso, as despesas variáveis são aquelas que acontecem sem periodicidade exata. Alguns exemplos:

  • ingresso para o cinema;
  • viagem;
  • refeições em lanchonetes, restaurantes etc.;
  • compras de roupas, eletrônicos, livros etc.;
  • medicamentos.

Aqui vai uma dica fundamental para o que falaremos bastante nos próximos tópicos: seu controle financeiro pessoal vai passar, diretamente, pelo controle detalhado de todas as despesas que você tiver ao longo de cada mês.

Receitas

Por sua vez, as receitas são tudo aquilo que “entram no seu bolso”. Isso inclui o seu salário, benefícios, auxílios (governamentais ou de amigos/parentes).

No controle financeiro pessoal, o registro de receitas tem a ver com o equilíbrio do orçamento, primeiramente. Pois o bê-á-bá da educação financeira diz o seguinte:

“Nunca gaste mais do que você ganha”.

Ou seja: se a sua renda mensal é de R$ 2 mil, por exemplo, o caminho mais lógico para a sua saúde financeira é o endividamento. Isso é, caso você gaste mais do que isso constantemente.

Investimentos

Por fim, os investimentos. São eles que vão ajudar a aumentar, de forma constante, o seu patrimônio financeiro.

E o que isso importa para o controle financeiro pessoal? Muita coisa!

Principalmente, quando você começa a estudar mais sobre o assunto. Afinal, investimentos de renda fixa e de renda variável podem melhorar a sua relação com o dinheiro.

Porque você passa a poupar e os juros compostos trazem retorno financeiro periodicamente. E se você morre de medo de perder dinheiro com investimentos, saiba que existem opções mais seguras e cheias de mecanismos de proteção ao investidor.

Para ver um comparativo desses produtos financeiros, confira esse comparativo que analisa R$ 1 mil investidos na poupança, no CDB e no Tesouro Direto.

Como controlar gastos?

Falamos sobre investimentos, acima, que deve ser um importante estimulante para você (ao menos tentar) poupar dinheiro todos os meses.

Mas os primeiros passos do controle financeiro pessoal consistem em mapear e analisar todas as suas fontes de renda e o destino de suas despesas.

A partir daí, você pode se surpreender com as múltiplas possibilidades para começar a controlar os gastos. Além de mudar seus hábitos financeiros com as dicas a seguir, confira!

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Registrando gastos

Comprou material escolar? Registre.

Gastou dinheiro com a manutenção do veículo? Registre?

Comprou uma coxinha de frango enquanto aguardava o resultado de um exame? Registre.

Você pode fazer esse controle financeiro pessoal com uma planilha de Excel, por exemplo. É uma maneira simples e eficaz de registrar todo e cada gasto para avaliar, no final do mês, para onde foi a sua renda —  e o que pode ser feito para controlar os gastos.

Impondo limites

Identificou quais foram os gastos desnecessários e que prejudicaram o orçamento do mês passado? Evite repeti-los. 

Para isso, identifique quanto você ultrapassou o limite do seu orçamento, no mês anterior, e defina um limite para os gastos. Com o registro citado acima, você consegue monitorar suas despesas e saber quando controlar (ou permitir) uma despesa extra no mês.

Estabelecendo prioridades

Por que poupar dinheiro, ter menos despesas e melhorar o seu patrimônio?

Saiba responder a essas perguntas, e você vai entender como o controle financeiro pessoal vai auxiliar na busca pelos seus objetivos — e prioridades, principalmente.

Por exemplo: quer acabar com as dívidas? Priorize-as, e reduza os gastos mensais que podem ser usados para acabar com as parcelas atrasadas e minimizar a gravidade dos juros acumulados dessas pendências.

Fazendo controle de entradas

O controle de entradas oferece mais controle sobre os seus gastos. Sem falar que traz previsibilidade ao seu orçamento, facilitando o equilíbrio entre suas despesas e receitas.

Um exemplo: com sua renda mensal de R$ 2 mil, você sabe que deve dividir a quantia em:

  • R$ 400 para o pagamento de dívidas;
  • R$ 1 mil para quitar as despesas do mês;
  • R$ 300 para compras e outras despesas variáveis;
  • R$ 200 para eventuais emergências;
  • R$ 100 para investir e aumentar seu patrimônio mensalmente.

Sabendo, exatamente, quanto você vai receber (a entrada), é possível monitorar com eficiência o destino de cada centavo do seu orçamento.

Colocando metas

Mas ajudam a obter mais disciplina para o controle financeiro pessoal. Lembre-se, apenas, de ter metas de curto, médio e longo prazo.

Assim, mesmo que o seu objetivo seja comprar um imóvel — cujo financiamento vai se estender por 30 anos —, você pode dividi-lo em metas menores.

Você pode, primeiro, juntar um bom dinheiro de entrada. Em seguida, acumular renda suficiente para arcar com as parcelas do financiamento. Depois, procurar uma fonte extra de renda para lidar com as despesas e assim por diante.

Controlando o uso do cartão de crédito

Tido, por muita gente, como um vilão, o cartão de crédito pode ser um bom aliado do controle financeiro pessoal.

O segredo está em manter o controle, literalmente!

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Lembre-se que a fatura chega, no próximo mês. E se o valor estiver acima do seu limite estabelecido, o problema foi criado. Afinal, o Brasil é o segundo no ranking global de juros reais.

Fazendo planejamento

Planeje-se. Caso você saiba que o próximo mês vai ter um monte de despesa (como o pagamento do IPTU, matrícula na escola etc.), controle os gastos.

Ou, se você perceber que conseguiu economizar ainda mais, em determinado mês, não gaste tudo em comemorações. Aproveite para poupar e ter dinheiro de sobra caso tenha uma despesa imprevista no caminho.

Revisando os gastos no final do mês

A revisão dos gastos faz parte elementar do controle financeiro pessoal. Essa é a grande lição para aprender como controlar os gastos, evitar repetir os erros do passado e fazer melhor dali em diante.

Fazendo poupança

Independentemente do cenário econômico, poupe. Economize em despesas, aqui e ali, e crie o hábito de poupar dinheiro. 

Como destacamos, isso vai ajudar a analisar as despesas, a identificar formas de melhorar o seu patrimônio e livrar-se de gastos desnecessários.

E, com o tempo, você vai compondo um patrimônio sólido e capaz de resistir a imprevistos financeiros — como o conserto do automóvel ou os custos para um tratamento médico.

Renegociando dívidas

Todo credor quer receber, e isso deve servir para você nunca fugir deles, mas mostrar-se com disposição para quitar a dívida.

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Entretanto, pode ser uma boa oportunidade para renegociar a dívida. Ou seja: reduzir o valor mensal e estender as parcelas. Entre outras possibilidades que você só vai descobrir quando mostrar interesse em livrar-se das dívidas e ter disciplina para quitá-la.

Mudando hábitos

Esse é um grande desafio para quem deseja saber como ter disciplina no controle financeiro pessoal. Afinal de contas, somos muito culpados pelos maus hábitos.

Alguns exemplos disso:

  • quando recebemos um dinheiro imprevisto e decidimos gastá-lo em “presentes”;
  • quando assumimos compras caríssimas em dezenas de parcelas, por algo que não necessariamente você precisava;
  • quando deixamos de investir por achar que não é possível acumular uma boa fonte de renda.

Abandone esses pensamentos e exercite os novos hábitos. Isso só vai acontecer se você tiver disciplina e comprometimento. Mas aceite os deslizes: errar é um aprendizado e faz parte do processo de iniciar seu plano de controle financeiro pessoal.

Investindo

Experimente! Comece com pouco — a menor quantia que conseguir, não tem problema. O importante é ver o resultado sendo transformado aos poucos. 

E o controle financeiro pessoal é valioso para isso. Afinal de contas, o registro de entradas e saídas vai servir para você avaliar a evolução de suas receitas, despesas e investimentos.

Imagine a satisfação em ver que, entre janeiro e dezembro, você conseguiu poupar mais, gastar menos e investir mais?

Separando contas pessoais das profissionais

Esse é um problema que afeta o micro e pequeno empreendedor, principalmente. Mas é um problema de grande gravidade na saúde financeira das empresas.

Pois é fácil fazer um saque em benefícios pessoal e prometer compensar esse desfalque no caixa no mês seguinte, e perder o controle da situação.

Isso gera a temida “bola de neve” — que parece pequena e inofensiva, no primeiro mês, mas que ganha volume e velocidade nos meses seguintes, podendo causar um enorme estrago no seu caminho.

Como ter disciplina no controle financeiro pessoal?

Por meio das dicas acima, o controle financeiro pessoal pode se tornar uma realidade. E uma agradável companhia para atingir seus objetivos — pessoais e profissionais.

Lembre-se, também, que aplicativos e filmes sobre educação financeira podem servir de auxílio e inspiração na sua jornada. 

E, é claro, você sempre pode contar com o auxílio de empresas especializadas que compreendem os seus desafios e objetivos.

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Conclusão

Ao longo deste post, falamos sobre o que é controle financeiro pessoal e qual é a sua importância na sua vida particular e profissional.

Esperamos que as dicas deste post sirvam de inspiração para você transformar os seus hábitos e mudar, gradativamente, seu cenário financeiro. 

Comece poupando mais, gastando menos, e registrando tudo. E, depois, repita o processo. Esse deve ser o grande mantra para você buscar estabilidade na sua vida financeira!

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