• 8 de setembro de 2022
  • 8 minutos

Empreendedorismo cooperativo: entenda o que é e como funciona

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Muitas pessoas vêm encontrando no empreendedorismo cooperativo a solução para continuarem ativas no mercado. Até porque, com o cenário de crise econômica atual, inúmeros empregos formais desapareceram.

Como resultado, diversos trabalhadores viram que abrir seu próprio negócio representava a saída desse contexto de instabilidade. Sendo assim, uma das melhores formas de fazer uma empresa dar certo é apostar na colaboração coletiva. 

Quer entender mais sobre o assunto? Continue acompanhando o conteúdo a seguir e confira mais detalhes!

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O que é empreendedorismo cooperativo?

Para simplificar, o empreendedorismo cooperativo é quando um negócio, em vez de ter somente um dono, possui inúmeros sócios que atuam de maneira conjunta em prol de seu desenvolvimento. 

Nesse modelo cooperativo, cada empreendedor trabalha cuidando de uma determinada parte do empreendimento — gerindo custos, administrando projetos, concretizando ações etc. Assim, todos são donos e trabalhadores da empresa. 

Uma das vantagens desse modelo de empreendedorismo é que possibilita a concretização de projetos que não seriam possíveis, caso os profissionais resolvessem atuar sozinhos. 

Trata-se de um movimento que vem ganhando força por todo o globo, pois representa uma forma inovadora de gerir um negócio: reúne pessoas com interesses em comum para se ajudarem a obter benefícios para todo o grupo.

Portanto, é válido afirmar que, nesse tipo de negócio, os envolvidos não buscam o ganho individual, mas a obtenção de vantagens para o coletivo. 

E isso não envolve somente a parte financeira, mas também inclui ganhos em conhecimento e desenvolvimento do grupo.

Quando surgiu o empreendedorismo cooperativo?

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O empreendedorismo cooperativo surgiu juntamente com a primeira cooperativa da história. O cooperativismo começou durante a Revolução Industrial, a partir da iniciativa de tecelões ingleses, em 1844. 

No dia 21 de dezembro desse mesmo ano, 28 tecelões da cidade de Manchester fundaram uma sociedade com o intuito de encontrar meios alternativos para sobreviver ao mercado de trabalho do período. 

Todos no grupo tinham os mesmos interesses: ditar as próprias regras de trabalho, escapando das jornadas abusivas e dos baixos salários praticados nessa época. 

Desse modo, os membros decidiram juntar 1 libra por mês, durante um ano. Ao fim de 12 meses, cada indivíduo teria uma quantia suficiente para abrir seu próprio negócio. Com isso, ninguém precisaria pedir empréstimos ou financiamentos bancários. 

Esse modelo de empreendedorismo cooperativo deu tão certo que se espalhou por toda a Europa, chegando nas Américas décadas mais tarde. 

Inclusive, a primeira empresa cooperativa da América Latina surgiu no Brasil, em 1902 no Rio Grande do Sul. Fundada por Theodor Amstad, padre suíço das colônias alemãs,  a iniciativa recebeu o nome de Caixa de Economia e Empréstimos Amstad. 

Como funciona o empreendedorismo coletivo?

Já explicamos a dinâmica desse modelo de negócio mais acima. Porém, é sempre válido reforçar. Em uma empresa cooperativa, temos um grupo de empreendedores que atuam tanto como donos e funcionários do empreendimento. 

Juntos, eles administram projetos, angariam recursos e concretizam ações, que, em uma companhia tradicional, é encabeçada por somente uma pessoa. 

Na prática, todos os membros do grupo detectam as necessidades da organização e encontram soluções para o crescimento da iniciativa. 

Como cooperativismo e empreendedorismo se relacionam?

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Como você deve saber, o cooperativismo consiste em um movimento global, baseado na associação democrática de pessoas com interesses comuns, atuando mutuamente para obter vantagens para o coletivo. 

Com base nessa definição, fica evidente que o cooperativismo impacta diretamente no empreendedorismo. Ele possibilita a concretização de projetos que não teriam chances de prosperar sob outras circunstâncias. 

Na realidade, muitos empreendimentos tradicionais enfrentam dificuldades para encontrar seu espaço no mercado. Por isso, a união de várias pessoas com o mesmo objetivo, possibilita:

  • novas soluções;
  • mais recursos disponíveis;
  • melhor aproveitamento de experiências;
  • maior conhecimento reunido.

Também podemos listar algumas das principais vantagens que o cooperativismo traz para o empreendedor. São elas:

  • melhor capacitação profissional;
  • suporte para gerir questões administrativas da empresa;
  • melhores condições para a aquisição de materiais e equipamentos;
  • maior poder de negociação com os fornecedores;
  • possibilidade de aplicar preços mais atrativos aos serviços e produtos destinados ao consumidor;
  • menores riscos para tocar o negócio, já que existe uma rede de apoio para aliviar prejuízos;
  • soluções de crédito e financiamento mais interessantes e facilitadas junto às cooperativas financeiras. 

Cooperar pode ser uma forma mais simples de empreender?

No empreendedorismo cooperativo, existe a atuação de várias pessoas em vez de apenas uma na gestão do negócio. Nesse sentido, é claro que, quanto mais envolvidos na execução de um projeto, mais recursos existem para realizá-lo.

Por outro lado, mais indivíduos também representam mais opiniões diferentes para debater, o que pode gerar discussões. Contudo, quando são bem aproveitadas, os diferentes pontos de vista funcionam como ponto de partida para aperfeiçoamento de serviços e produtos.

Em suma, gerir uma companhia cooperativa significa trabalhar em uma nova forma de viabilizar projetos, a partir da união de um grupo de empreendedores com objetivos em comum. Assim, agrega-se ideias, recursos, habilidades e conhecimentos. 

Quais as diferenças entre empreendedorismo capitalista e cooperativo?

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No empreendedorismo capitalista, temos um único empresário como dono do negócio, que busca o lucro individual. Já no empreendedorismo cooperativo, os empreendedores buscam vantagens para todo o grupo.

Tais benefícios ultrapassam o âmbito financeiro. Nas cooperativas de produção, por exemplo, isso inclui o ganho de escala e melhores oportunidades de negócio. 

Em cooperativas de consumo, essas vantagens surgem em forma de maiores descontos em produtos e serviços. No caso de uma cooperativa de trabalho, a aquisição de um espaço de coworking para todos é um excelente ganho. 

Enquanto um empreendedor capitalista atua conforme as normas mercadológicas, as ações dos empreendedores cooperativos são baseadas na ética e na democracia, de acordo com os 7 princípios cooperativistas

Uma forma simples de observar essas diferenças é prestando atenção na gestão das diferentes organizações. Em um empreendimento capitalista, o poder de decisão está relacionado com a capacidade de investimento individual de seus membros — ações.

Por outro lado, em uma cooperativa, todos os associados têm poder de decisão, sendo um voto por indivíduo. 

Impacto do empreendedorismo cooperativo

Os princípios democráticos e éticos do cooperativismo servem de inspiração para o país, além de combateram a tradicional relação entre patrão e empregado. Afinal, todos os associados são proprietários e trabalhadores simultaneamente. 

Com isso, também consegue-se superar as barreiras que atribuem valores sociais distintos para ofícios intelectuais e manuais. Sendo assim, há o incentivo ao desenvolvimento de mais habilidades técnicas e criativas em toda a comunidade cooperativista. 

Portanto, o empreendedorismo coletivo atua como um acelerador do crescimento da cooperativa, contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico brasileiro.

Facilidade para linha de crédito

Existem diversos segmentos de cooperativas espalhadas pelo Brasil, sendo que cada uma oferece uma série de soluções distintas. Quando analisamos as cooperativas de crédito, por exemplo, basta comparar sua atuação com a dos bancos tradicionais. 

São inúmeras cooperativas financeiras atuantes no mercado brasileiro. Elas são compostas por centenas ou milhares de sócios/trabalhadores, que oferecem linhas de crédito a seus associados com taxas mais atrativas do que as praticadas pelos bancos. 

Assim, o acesso a linhas de crédito é facilitado — algo que representa um impeditivo na hora de começar um novo empreendimento ou manter um negócio.

Maiores oportunidades para expansão do negócio

No empreendimento coletivo, o compartilhamento de recursos é o resultado da união entre os sócios/funcionários da iniciativa. Com isso, a empresa consegue melhores oportunidades de crescimento. 

Em uma empresa tradicional, angariar fundos para tirar projetos do papel é uma das principais dificuldades. Assim, no ambiente cooperativo, mais pessoas estão focadas na melhoria do negócio. Então, a probabilidade de obter bons resultados é maior. 

Afinal, além de combinar recursos, também há a união de competências para resolver o mesmo problema. Essa prática operacional aumenta a eficácia do fluxo da organização. 

Mais segurança no empreendimento

Outra grande diferença entre o empreendedorismo cooperativo e o capitalista é a dificuldade de encontrar soluções e novidades para manter o negócio competitivo no mercado. 

Empresas tradicionais costumam enfrentar inúmeras barreiras quando falamos em inovação, já que isso representa assumir riscos e elevar os custos. 

Mas, quando isso é feito de forma colaborativa — como no empreendedorismo coletivo —, todos os aspectos da nova empreitada são compartilhados, facilitando a tomada de risco. Nesse aspecto, esse modelo de negócio pode ser sinônimo de mais inovação. 

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Conclusão

Neste artigo, você entendeu melhor o que é o empreendedorismo cooperativo, seu funcionamento e impactos na economia brasileira. 

Compreender a relação entre cooperativismo e empreendedorismo é o primeiro passo para entender o verdadeiro potencial das ações conjuntas. Assim, podemos deixar de lado a visão individualista de gerir negócios.

A partir disso, a colaboração aumenta, reduzindo a margem para erros, que prejudicam bastante o desenvolvimento de um novo projeto. 

Assim, é válido incorporar conceitos do cooperativismo em seu empreendimento. Quanto mais pessoas atuarem em prol do crescimento da empresa, maiores serão as chances de sucesso. 

Com mais profissionais com formas diferentes de pensar envolvidos nos projetos, a empresa ganha diferentes pontos de vista para a gestão. Consequentemente, menos oportunidades serão desperdiçadas.

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